quarta-feira, 8 de julho de 2015

Navegante



Ela navegava por um mar desconhecido, sem saber em que direção estava o porto mais próximo. Estava totalmente perdida, mas sentia que havia se encontrado. Naquele momento, estava em paz, confiante das batalhas que travou, e segura de que tinha tudo que precisava para obter êxito em sua jornada.
Seu barco não tinha tripulantes, apenas ela no comando. Havia aprendido a racionar seus proventos para longas jornadas. Mantinha plantas em seu barco, e enviava redes ao mar para ter o que comer. Arrumar água para beber era mais complicado em alto mar, mas ela desanilizava a água se preciso fosse.
Não tinha pudores, sabia se portar tanto em um banquete oferecido a reis, como em um oferecido aos porcos. Mas não se sentia adequada vivendo em sociedade, gostava de estar sozinha com suas loucuras e esquisitices. Sonhava acordada, com mundos e personagens completamente diferentes, e estranhamente similares, com sua realidade. Nesses mundos de fantasia se sentia acolhida e respeitada em sua singularidade. Continuava sendo estranha, mas não era estranha para ela.

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