quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Trabalhar pra viver, não viver para trabalhar


Acordar cedo, levantar, tomar um café apressado e ir trabalhar. No final do dia, já sem energia, se deslocar pra casa, jantar e dormir, para no outro dia repetir a mesma rotina.
Essa é a rotina de muitas pessoas que aguardam ansiosamente pela sexta-feira, ou pelo dia de folga, para poder relaxar e se divertir. Em alguns casos, os dias de folga também são utilizados para fazer trabalhos extra, afinal é preciso uma grana extra no final do mês para poder comprar tudo que se precisa ou guardar para uma futura aposentadoria, que talvez não seja aproveitada.
Trabalhar, comprar e poupar são tarefas importantes, entretanto, viver também é uma tarefa importante.
Dedicar todos os minutos de sua vida apenas a trabalhar para pagar contas pode refletir na saúde, nos relacionamentos, e inclusive na esfera profissional.
Ser generoso consigo e oferecer um tempo a si, deixar de fazer algumas horas extras para poder aproveitar o os últimos raios de sol do dia. Saber dizer não para um serviço que irá consumir mais tempo do que se tem disponível, saber quanto tempo se tem disponível para você. São pequenas coisas a se fazer para utilizar o trabalho como uma forma de viver, ao invés de se viver para trabalhar e só ver o tempo passar pela janela até perceber que o tempo não volta atras e não há como reviver aquilo que não se viveu.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"Fika"


Aquela pausa gostosa para tomar um café com um docinho a contra colo, espraiar a mente do estrese diário, um momento de de convívio. Pequenas pausas diárias, prazeres pequenos, o aroma do café abraçando seu corpo, um biscoito pra alegrar seu dia com a doçura a derreter na boca. A mente agradece essas pequenas pausas que trazem um ar novo ao dia, um frescor ao corpo para que se possa enfrentar a jornada que o sucede.
O hábito do "fika" pode ser interpretado como uma pausa para o café, um momento para relaxar, trocar ideias, deixar completamente o trabalho de lado, mas, o mais importante, fazer uma pausa durante o dia, realizando uma verdadeira faxina no cérebro. A principal diferença da habitual pausa dos brasileiros, é que geralmente essa pausa é um momento socialização, e não apenas para aproveitar sua própria companhia, o que também é válido.
Um pausa no dia, pode fazer toda a diferença, pode tirar o peso de uma rotina estressante, pode alegrar a mente

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Reconstrução


Ao se construir por cima de uma estrutura já existente é preciso se atentar aquilo que pode ser aproveitado ou destruído completamente.
Analisar o porque daquela construção ter desmoronado, rachado ou simplesmente não lhe agradar mais, pode lhe poupar muito investimento, seja de tempo, monetário ou afetivo. Saber distinguir quando se deve reconstruir ou apenas abandonar proporciona muitos sabores ou dissabores.
No dia a dia, são várias coisas que requerem esse olhar. Um trabalho não concluído, uma casa a venda, um relacionamento falido...
Ao se reconstruir sobre fundações frágeis pode ser necessário que sempre seja necessário rever o projeto, pois não se quer ver o que gera constantes instabilidades. Trazendo uma falsa sensação de ser mais fácil reconstruir do que atacar o problema estrutural em si.
Quando se deseja mudar de vida, é preciso reconstruir as estruturas e demolir aquilo que não lhe serve mais. Pode ser que seja preciso mudar de emprego, de casa, de cidade, de país, ou apenas mudar a forma de olhar o mundo e suas pequenas nuances.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Realidade


A realidade pode tomar várias formas, vieses e dimensões. Alguns creem que exista uma realidade compartilhada por todos, um mundo comum a todos, sem a particularidade dos olhos que a observam. E se alguém não partilha dessa visão, essa pessoa vive em outro mundo, em outra realidade, talvez em outro universo.
Mas seria realmente possível todas as pessoas enxergarem o mundo da mesma forma, sem filtros de percepção? Sendo que em uma mesma situação, pessoas distintas terão diferentes percepções do que é real, como a realidade pode ser única a todos?
Diariamente somos conforntados com a diferentes realidades, por vezes sendo incapaz de compreender a realidade do outro. Entrar na realidade de outrem, sem deixar de viver a sua realidade pode ser um jogo de fases indefinidas. Nem sempre temos todas as peças do quebra-cabeça para compreender o que se passa na vida do outro, e, por vezes, nem o que se passa em nossa realidade.
A realidade não deixa de ser um retrato, uma moldura em que todos os dados que recebemos são abrigados, e elaborados de forma que se enquadrem dentro de algo conhecido. A maneira como vemos o mundo, define a maneira em que iremos agir nele, nossa ética e o quão disposto se esta a interagir com outros.
Como saber se os sinais contraditórios que se recebe de alguém são realmente contraditórios, ou é a sua mente que desejaria perceber algo diferente daquilo que ela capta? Além do mais, será que percebemos o que realmente esta ao nosso redor, ou ignoramos aquilo que não nos interessa?
Aquilo que percebemos como real, é aquilo no qual esta o foco de nossa atenção. Assim, como garantir que aquilo que percebemos é real e não uma artimanha ilusionista de nosso cérebro?
Seria a realidade única ou fragmentada? Existe uma realidade independente de quem a observa? O que percebo pode ser considerado real, ou seria apenas uma projeção de minha mente? O que seria a realidade?

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Parecer ou Ser?


Que parecer não significa ser é algo lógico, um pensamento racional.
Mas será tão fácil distinguir um do outro? Um precisa ser necessariamente distinto ao outro?
É comum ouvir as pessoas dizerem que se importam com "o que se é", não com o que se parece ser. Mas essas mesmas pessoas traem-se olhando apenas para superfície.
Queremos ser o que parecemos ser, ou queremos que os outros acreditem que somos o que parecemos, ou parecemos com o que somos. O mais saudável, certamente, deveria ser a terceira proposta, ou não?
Nem sempre podemos parecer quem somos sem receber diversas cicatrizes, sem enfrentar barreiras e limites. Querer que o outro nos veja de outra forma nos protege e acalenta. Mas quando acreditamos que somos aquilo que parecemos ser, sem inicialmente sermos aquilo, nos anulamos.
Será possível conhecer plenamente alguém? Será possível se conhecer plenamente? Sempre haverá uma janela cega para você, para o outro ou para ambos, maior ou menor, mas ela não deixará de existir.
Nossos véus nos encobrem com sua opacidade, ou nos revelam com sua transparência. Qual véu usar em cada momento? Queremos nos proteger, colocar uma armadura? Ou nos revelar e abri o peito para poder receber uma nova adaga?
Essa adaga pode nunca vir, quem sabe sejam apenas leves pétalas de flor. Você pode ser exatamente aquilo que querem que você seja, então prepare-se para receber as glórias. Ou prepare-se para ser apedrejado, pois definitivamente quem se é não é quem querem que você seja. Mas pode ser que não faça diferença, será apenas mais um.
Será que temos o controle de sabermos se somos quem queremos ser, ou será que somos manejados a sermos quem querem que sejamos? Somos tabulas rasas ou definidos geneticamente? Ou uma mistura de ambos? Responder essa questão não é tão fácil quanto parece para alguns.
No final, parecemos e somos (ou estamos - como muitos preferem diferenciar).
Podemos ser o que parecemos ou não?

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Todo mundo muda



Se adaptar, mudar, se transformar.
A momentos em que a mudança é imposta, e em outros você a procura.
Mas existem aquelas pessoas, que passa os meses, os anos, sendo capaz de se passarem décadas e não mudarem. Muitas vezes, você percebe isso naquela mania boba de sempre tamborilar os dedos, que inicialmente não te incomoda, mas que com o passar do tempo parece ser feito apenas com esse intuito. E questiona-se porque aquela pessoa não muda, mesmo você apontando diversas vezes que não gosta daquele comportamento.
Mas antes de modificar o outro, é importante saber porque aquilo te irrita tanto e talvez quem tenha que mudar seja você, ou você tenha que perceber que aquele relacionamento já se esvaiu e é necessário cortar a corda que prende um ao outro.
A pessoa tem que querer mudar por ela. Caso contrário, a única mudança possível é temporária, pois quando ela cansar irá retornar para o comportamento anterior.
Daí quando você desiste de mudar o outro, o reencontra depois de décadas, e finalmente percebe a mudança. Mas essa mudança não foi por você, e sim por ela mesma. Assim como você também mudou, esperasse que para melhor... o que nem sempre ocorre, algumas pessoas podem piorar com o tempo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Saborear

Cena do filme Ratatouille
Se deliciar com sabores diversos, por vezes doces, amargos, azedos, e tantas outras combinações possíveis. O paladar pode proporcionar imenso prazer ou desgosto.
Sentir o gosto da fruta azeda de fechar os olhos, a delicadeza do molho que acaricia as papilas, a crocância do biscoito a se romper entre os dentes... Existem diversos prazeres a se desfrutar quando se aprecia uma boa refeição.
As vezes, é necessário engolir a seco algo que lhe fecha a garganta e embrulha o estomago, e se isso continuar por muito tempo, seu corpo irá reclamar. Pode ser com uma dor de cabeça, um desânimo, um vazio inexplicável...
Saborear cada momento proporciona poder distinguir aquilo que te agrada para poder desfrutar quantas vezes quiser. E, com isso, suportar melhor o dia a dia atribulado, ou melhor, sentir-se bem durante a caminhada da vida.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ciclotimia

Mari Khetsuriani

Ela queria ficar sozinha, e esse sentimento já havia se tornado rotina. Sentia-se como se não pertencesse aquela cidade, ou talvez aquele planeta. Mas havia momentos em que queria se divertir como se fosse para compensar todos aqueles dias que se isolava.
Dificilmente alguém a entendia, o que mais ouvia era que ela era estranha. Tentava se socializar, mas frequentemente era hostilizada.
Tinha momentos que ela sabia exatamente o porque estava chorando, outros apenas não conseguia segurar as lágrimas que brotavam de sua face.
Ela buscava se controlar e não mostrar nem quando estava empolgada, nem quando estava decepcionada, mas nem sempre isso era possível.
Aqueles com quem se sentia mais segura é que mais sofriam com isso, pois ela mostrava quem ela realmente era. Mas, por vezes, ela erava seu julgamento e apenas depois percebia que aquela pessoa não estava pronta para conhecê-la realmente. Talvez, ninguém estivesse realmente pronto para isso, mas algumas pessoas entendiam melhor do que outras.
Se escondia em máscaras, que a permitiam andar pela sociedade. Qual menos chama-se atenção para ti, melhor ela se sentia. Ela já se julgava, não precisava de um tribunal para isso.
Os remédios a faziam se sentir absorta em um mundo a parte, e ela preferia arriscar ser vista como louca, destemperada, e todos outros adjetivos que podiam surgir de suas mudanças de comportamento. Mas havia momento nos quais se rendia, para poder respirar e continuar sua jornada.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Amizade


Amizade não é um item de atacado ou que se compra em qualquer esquina.
É preciso minerar para se encontrar esse metal precioso.
Mas não se engane, pode ser ouro de tolo.
Existem amizades tóxicas, que só te colocam pra baixo.
Outras que só te querem perto quando você esta bem.
Há aqueles que sempre estão por perto, mesmo estando longe.
E os que, mesmo por perto, te fazem sentir sozinha.
Há os que te encantam, e te desencantam.
Com os amigos de verdade, você pode ser você mesma.
Mas há os que se fingem de amigo só para te apunhalar pelas costas.
Distinguir um do outro nem sempre é fácil.