sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Parecer ou Ser?


Que parecer não significa ser é algo lógico, um pensamento racional.
Mas será tão fácil distinguir um do outro? Um precisa ser necessariamente distinto ao outro?
É comum ouvir as pessoas dizerem que se importam com "o que se é", não com o que se parece ser. Mas essas mesmas pessoas traem-se olhando apenas para superfície.
Queremos ser o que parecemos ser, ou queremos que os outros acreditem que somos o que parecemos, ou parecemos com o que somos. O mais saudável, certamente, deveria ser a terceira proposta, ou não?
Nem sempre podemos parecer quem somos sem receber diversas cicatrizes, sem enfrentar barreiras e limites. Querer que o outro nos veja de outra forma nos protege e acalenta. Mas quando acreditamos que somos aquilo que parecemos ser, sem inicialmente sermos aquilo, nos anulamos.
Será possível conhecer plenamente alguém? Será possível se conhecer plenamente? Sempre haverá uma janela cega para você, para o outro ou para ambos, maior ou menor, mas ela não deixará de existir.
Nossos véus nos encobrem com sua opacidade, ou nos revelam com sua transparência. Qual véu usar em cada momento? Queremos nos proteger, colocar uma armadura? Ou nos revelar e abri o peito para poder receber uma nova adaga?
Essa adaga pode nunca vir, quem sabe sejam apenas leves pétalas de flor. Você pode ser exatamente aquilo que querem que você seja, então prepare-se para receber as glórias. Ou prepare-se para ser apedrejado, pois definitivamente quem se é não é quem querem que você seja. Mas pode ser que não faça diferença, será apenas mais um.
Será que temos o controle de sabermos se somos quem queremos ser, ou será que somos manejados a sermos quem querem que sejamos? Somos tabulas rasas ou definidos geneticamente? Ou uma mistura de ambos? Responder essa questão não é tão fácil quanto parece para alguns.
No final, parecemos e somos (ou estamos - como muitos preferem diferenciar).
Podemos ser o que parecemos ou não?

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