segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Realidade


A realidade pode tomar várias formas, vieses e dimensões. Alguns creem que exista uma realidade compartilhada por todos, um mundo comum a todos, sem a particularidade dos olhos que a observam. E se alguém não partilha dessa visão, essa pessoa vive em outro mundo, em outra realidade, talvez em outro universo.
Mas seria realmente possível todas as pessoas enxergarem o mundo da mesma forma, sem filtros de percepção? Sendo que em uma mesma situação, pessoas distintas terão diferentes percepções do que é real, como a realidade pode ser única a todos?
Diariamente somos conforntados com a diferentes realidades, por vezes sendo incapaz de compreender a realidade do outro. Entrar na realidade de outrem, sem deixar de viver a sua realidade pode ser um jogo de fases indefinidas. Nem sempre temos todas as peças do quebra-cabeça para compreender o que se passa na vida do outro, e, por vezes, nem o que se passa em nossa realidade.
A realidade não deixa de ser um retrato, uma moldura em que todos os dados que recebemos são abrigados, e elaborados de forma que se enquadrem dentro de algo conhecido. A maneira como vemos o mundo, define a maneira em que iremos agir nele, nossa ética e o quão disposto se esta a interagir com outros.
Como saber se os sinais contraditórios que se recebe de alguém são realmente contraditórios, ou é a sua mente que desejaria perceber algo diferente daquilo que ela capta? Além do mais, será que percebemos o que realmente esta ao nosso redor, ou ignoramos aquilo que não nos interessa?
Aquilo que percebemos como real, é aquilo no qual esta o foco de nossa atenção. Assim, como garantir que aquilo que percebemos é real e não uma artimanha ilusionista de nosso cérebro?
Seria a realidade única ou fragmentada? Existe uma realidade independente de quem a observa? O que percebo pode ser considerado real, ou seria apenas uma projeção de minha mente? O que seria a realidade?

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